"A imprensa tem feito uma cobertura justa e adequada da eleição. Ela informa, debate idéias e provoca os candidatos"
Eduardo Paes, candidato à Prefeitura do Rio, ao Comunique-se
27/08/2008 19:03
O clima no iG deve melhorar
O jornalismo sobre meteorologia avançou muito nos últimos anos. À medida que foram incorporadas novas tecnologias, o tempo virou objeto de cobertura especializada, intensa e obrigatória. Não há grande veículo de comunicação moderno, especialmente os eletrônicos, que deixe de trazer uma boa previsão e um acompanhamento detalhado do tempo.
Os telejornais têm hoje verdadeiras editorias dedicadas ao tempo. No rádio, são feitas atualizações a cada meia hora. Jornalistas viraram moças e rapazes do tempo. Os gráficos, mapas e fotos de satélites são cada vez mais completos e imediatos.
No iG, as informações do tempo ainda têm importância restrita. A situação só muda quando ocorre um fato extraordinário. O portal destaca, por exemplo, o comportamento das bolsas e o estado de outros índices econômicos, minuto a minuto, na capa. Já a situação do tempo, que interessa a bem mais gente, não recebe a mesma atenção editorial. Não é prioridade.
O leitor interessado, porém, consegue encontrar com relativa facilidade as notícias. O iG tem uma área dedicada ao assunto. Traz as informações habituais, sobre as temperaturas máxima e mínima, uma pequena descrição do clima, além de detalhes sobre condições climáticas nos aeroportos e previsão de ondas nas praias.
Não há, porém, acompanhamento mais rigoroso da situação de outros indicadores, como a umidade do ar, a poluição ou o índice de raios ultravioleta, informações relevantes num inverno especialmente seco em vasta área do país. As reportagens são raras. É mais fácil obter informações sobre um furacão que ameaça passar pelos Estados Unidos do que sobre detalhes climáticos importantes relativos ao Brasil.
Em época de mudanças climáticas e grande atenção a tudo que tenha a ver com o ambiente no planeta, é obrigatório dar mais atenção ao jornalismo sobre o tempo. Já está na hora de aumentar o destaque fixo para clima na capa do portal - cobrança deste blog em setembro de 2007 e hoje restrito a um link no menu lateral. O iG poderia ter uma pessoa do tempo virtual, um personagem que anunciasse o estado e as previsões para os leitores. Muito pode ser feito.
O clima não pode ser notícia somente durante enchentes, temporais, secas ou nevascas. É uma informação relevante para qualquer internauta e, dentre todos, o assunto mais democraticamente compartilhado.

O pequeno destaque na home do iG e a página de clima
enviada por Mario Vitor Santos
26/08/2008 16:50
Esporte responde: iG foi, sim, crítico nos Jogos
Recebi do editor de Esportes do iG, Gian Oddi, a seguinte resposta, pela qual agradeço, à avaliação que fiz da cobertura dos Jogos Olímpicos no iG:
"Compreendo que a cobertura de uma Olimpíada, tendo a obrigação de noticiar com destaque a conquista de medalhas por parte dos atletas brasileiros (assim como sua repercussão), possa passar a impressão de ufanista. Mas posso garantir que tentamos ao máximo, durante esses 16 dias de Jogos, fugir desse mal tão comum na imprensa esportiva brasileira.
Cito alguns exemplos:
No dia 23, um antes do fim dos Jogos, nossos enviados a Pequim foram pautados para fazer uma reportagem cujo título foi "Atletas demais, medalhas de menos. Trata-se de uma comparação da média de "medalhas por atletas"
enviados à China entre as nações presentes em Pequim.
Também nos rendeu críticas (justamente de leitores ufanistas), a simples constatação de que o Brasil poderia ser superado por sua arqui-rival esportiva Argentina no quadro de medalhas, conforme matéria publicada no dia 20.
A reportagem "Quanto vale uma medalha de ouro no Brasil, se não é uma critica direta ao COB, evidencia a falta de uma política de premiação que inclua todos os esportes olímpicos e mostra a discrepância de prêmios entre uma modalidade e outra.
Nesta segunda-feira, um dia depois do fim das provas esportivas, tivemos tempo de produzir ainda outras duas reportagens de teor crítico. A primeira, uma constatação, através de comparações, de que a euforia criada com os Jogos Pan Americanos não passou de mera ilusão.
A segunda, um consolidado com as justificativas inusitadas usadas pelos atletas brasileiros após as derrotas.
Cito ainda o blog do Flavio Gomes, um dos nossos enviados a Pequim, cujo senso crítico e a aversão àquilo que ele mesmo chama de torcedor "Pachecão" foram dois pontos marcantes.
São alguns exemplos. Há outros, de produção própria ou de agências, que também foram destacados. E, claro, como foi colocado, ainda há muito que fazer nesse sentido. Mas espero, com estes exemplos, ter ao menos diminuído a sensação de que a cobertura do iG, por noticiar com destaque os feitos inéditos de alguns atletas brasileiros, tenha caído na vala comum do ufanismo."
Sem querer contestar as observações do editor, gostaria de anotar as seguintes observações:
1) Na minha opinião, as reportagens citadas, de fato valorosas, não foram suficientes para equilibrar a cobertura, pois foram menos destacadas comparado às matérias "ufanistas".
2) A primeira reportagem citada ("Atletas demais, medalhas de menos") compara o Brasil com países que levaram menos atletas. Muita matemática e pouca crítica.
3)A segunda compara Brasil e Argentina. A rivalidade entre os dois países não, necessariamente, é parâmetro para avaliar o desempenho dos brasileiros.
4)A terceira reportagem - muito interessante, por sinal - fala de premiações dos atletas, mas não de desempenho. O que quer dizer? Que falta incentivo aos atletas? Se fosse assim, a seleção de futebol masculino já não teria conquistado o ouro?
5) A do Pan traz dados pertinentes, mas, como ela própria afirma, os resultados dos atletas na competição do ano passado são "ilusão". O que há de real sobre o desempenho nas Olimpíadas, com provas mais difíceis e mais competidores?
6) A reportagens com as desculpas dos atletas é interessante, leve. Mas o iG apenas os ouve. É bom reproduzir as justificativas absurdas, como o iG fez. Mas é possível fazer mais. Falar a sério e de maneira concentrada (isso deveria ser resolvido na edição, talvez com um especial voltado para este assunto) sobre o mau desempenho do Brasil em Pequim.
É uma maneira de fechar, de verdade, este ciclo jornalístico e fixar um padrão de distanciamento para as coberturas do futuro. O lado bom do jornalismo é que ele não termina no fato, mas na reflexão sobre ele.
enviada por Mario Vitor Santos
26/08/2008 16:40
Blogs e BliG: novidades e problemas
O iG apresentou hoje uma novidade em sua navegação. Não existem mais "abas" na caixa principal da capa e o internauta é direcionado às páginas completas das editorias como Gente, Esportes, Economia, Games, Música, Celular, Vídeos e Blogs.
Este último item ganhou uma página nova, muito mais completa, com destaques mais caprichados para os blogueiros do portal. No menu do lado esquerdo da capa do iG, na caixa de blogs e colunas e no menu no pé da página, no entanto, os links ainda levam para o índice antigo. Desatualizada, a página mostra blogs inativos e colunistas que já não estão mais no iG - como é o caso de Paulo Moreira Leite.
A capa do iG - com mudanças bem-vindas - é área nobre, de alta visitação, não pode misturar novidades com descuido.
O índice de blogs antigo e o novo
Mais uma vez, o BliG
Já há duas semanas, os internautas que usam o BliG têm enfrentado problemas para postar e atualizar seus blogs. Ontem e hoje, leitores, blogueiros da casa - como este ombudsman - enfrentaram de novo instabilidade da ferramenta. Blogueiros agem corretamente ao comunicar os leitores a respeito dos problemas:
Vamos torcer para que as transferências dos blogs para a nova plataforma ocorram com rapidez e sem novos problemas.
enviada por Mario Vitor Santos
26/08/2008 16:23
O leitor não sabe
Mais uma vez, a falta de legenda nas fotos do iG compromete a qualidade da informação. A foto da Convenção Democrata destacada hoje, onde aparecem a mulher de Barack Obama e suas filhas, sem legenda e com título o "Michelle e Ted Kennedy são as estrelas do 1º dia" confunde. Quem é Michele? E Ted Kennedy? O leitor comum fica sem saber.
A qualidade da foto também não ajuda. Destacada na capa do iG e do Último Segundo, a imagem deveria ter mais foco, definição, nitidez e, principalmente, informação.
Foto destacada no iG hoje: quem é quem?
Outro exemplo de pouca qualidade das fotos na capa do iG é a imagem de Carol Castro que mereceu o destaque principal da capa do portal hoje. A foto saiu manchas esbranquiçadas e brilhantes. Aquilo que deveria chamar a atenção pela beleza acabou dando a impressão de ser uma foto caseira. Não merece a capa do iG.
Foto de má qualidade destacada no iG
As fotos do iG devem ser sempre exuberantes e de grande eficácia jornalística. Uma imagem não pode ser editada - especialmente na capa - sem atenção redobrada para estes quesitos.
enviada por Mario Vitor Santos
25/08/2008 16:55
Olimpíadas: a hora da verdade
Em 16 dias de Olimpíada, o iG apresentou uma cobertura factual pouco distanciada e crítica. Agora, terminada a competição, o mau desempenho do Brasil - na comparação com edições olímpicas anteriores - foi apontado, mas com pouca profundidade.
O iG fez uma cobertura ufanista durante os Jogos e diante do fracasso final destacou atenuantes. Faltou um quadro comparativo de medalhas e faltou expressar claramente que em termos comparativos o país investiu mais, levou uma grande delegação e obteve resultados piores.
Os "feitos históricos", mencionados em uma nota, não podem esconder que o Brasil está longe de ser uma potência olímpica.
Curiosamente, o iG publicou nota mais crítica em relação à participação de Cuba, a pior em 44 anos. Mais aprofundada, a matéria mostra a queda de desempenho cubano ao longo das Olimpíadas e para isso consulta até o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. Faltou apenas questioná-lo sobre o Brasil.
Inúmeras outras reportagens comparativas, baseadas em indicadores objetivos podem e devem ser feitas. Passou a torcida, se essa foi a opção. Agora é hora de priorizar a informação e encarar a realidade.
Home do Hotsite de Olimpíadas na tarde de hoje
enviada por Mario Vitor Santos
25/08/2008 13:57
Lentidão: Último Segundo responde
Ainda sobre a atualização da nota sobre a vitória de Nathalia Falavigna no taekwondo na capa do iG, a editora-chefe do Último Segundo, Mariana Castro, esclarece:
"A chamada nas capas do iG e do Último Segundo foi salva às 8h38, portanto um minuto depois do horário citado por você para o final da luta. A nova chamada do tempo real (que substituía o destaque que dizia que Natalia brigava pelo bronze) foi salva às 8h41.As duas homes foram publicadas simultaneamente, portanto às 8h41.
Quanto ao aparecimento simultâneo da chamada do bronze e do tempo real antigo, estamos com problemas que fazem com que a home do iG demore mais para atualizar que a chamada do Último Segundo. São duas áreas de publicação, uma demorou mais e por isso as chamadas ficam repetidas. O problema já foi relatado ao nosso suporte técnico."
enviada por Mario Vitor Santos
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